Irma Boom

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A designer holandesa falou sobre o seu trabalho no Museu do Design de Zurique, no dia 13 de Maio. A palestra fazia parte das atividades relativas à exposição “Every Thing Design”, em cartaz no museu até 19 de Julho, para a qual Irma projetou o catálogo.

Irma Boom iniciou sua carreira no escritório de design do governo holandês, onde trabalhou por cinco anos. Em 1991 ela abriu o seu estúdio em Amsterdam, dando início ao projeto do livro comemorativo dos cem anos do conglomerado holandês SHV. Este livro, de 2.136 páginas, foi realizado em cinco anos de trabalho, entre pesquisas e execução do projeto. E provavelmente não tem nada em comum com os demais livros realizados para a mesma finalidade. A começar pelo volume do livro, com 11 cm de lombada. É uma viagem de 2.136 páginas por dentro da mentalidade da empresa SHV, em ordem cronológica invertida, sem índice ou numeração nas páginas. Mais do que um livro, é um objeto abstrato, enigmático, tátil, vivo. A forma é toda conectada ao conteúdo, cheio de surpresas. Tudo que poderia ser considerado “erro” de projeto gráfico – linhas de texto muito compridas, falta de ergonomia para a leitura, falta de harmonia na composição – é parte da linguagem áspera de Irma Boom, de uma beleza mais difícil e profunda a ser interpretada.

Irma Boom manuseando o livro de 2.136 páginas sob a câmera

Alguns princípios que definem o seu trabalho
Expandir os limites do livro, entendê-lo como objeto tridimensional vivo. O designer é também um autor, e a sua participação no produto final deve ser relevante. Valorizar e entender o livro como produto industrial. Ter completa confiança do cliente para trabalhar. Se o cliente não estiver na mesma sintonia, ela não aceita fazer o projeto.

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