Irã – Arte, Cultura e Geografia

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Irã

Ocupado nas duas guerras mundiais por britânicos e russos, o Irã conseguiu manter-se como país independente. Sua principal riqueza é o petróleo, do qual é um dos maiores produtores mundiais.

O Irã (chamado, no Ocidente, Pérsia até 1935) está situado no sudoeste da Ásia. Tem uma superfície de 1.638.057km2 e limita-se ao norte com a Armênia, o Azerbaijão, o mar Cáspio e o Turcomenistão; a leste, com o Paquistão e Afeganistão; ao sul com o golfo Pérsico e o golfo de Omã; e a oeste com a Turquia e o Iraque. Seu território inclui uma dezena de ilhas no golfo Pérsico.

O território iraniano constitui-se de um planalto de 1.200m de altitude média, com uma depressão na parte central e alinhamentos montanhosos nas bordas, dispostos em linhas paralelas. O planalto forma um triângulo situado entre a depressão do mar Cáspio ao norte e o golfo Pérsico ao sul. Na borda setentrional sucedem-se as cadeias de montanhas de Hindu Kush e Elburz e os montes da Armênia. Nesse arco montanhoso localiza-se o pico vulcânico Demavend, com 5.612m de altitude. Os montes Ocidentais ou Zagros se estendem de noroeste a sudeste, formando um grande arco desde a fronteira turca até as proximidades do Paquistão.

O clima varia do subtropical ao continental frio e o subpolar, em conseqüência de sua situação e de seu relevo. O vasto planalto apresenta condições climáticas semi-áridas e desérticas. As altas montanhas têm invernos muito rigorosos, em contraste com a planície do mar Cáspio, de clima ameno e úmido. Os poucos cursos d’água existentes no planalto se perdem nos pântanos salgados. O Irã tem apenas três rios importantes: o Atrak, o Safid e o Karun, este último navegável.

Apenas dez por cento do território iraniano são cobertos de florestas. Nas áreas desérticas e semidesérticas predomina a vegetação xerófita (adaptada à seca) ou não existe vegetação alguma. A flora só é abundante na região do mar Cáspio e nos vales dos rios. A fauna selvagem inclui lobos, raposas, leopardos, linces, gazelas e javalis.

O país caracteriza-se pela diversidade étnica e cultural. Metade da população descende de tribos arianas ou indo-européias, cuja origem se perde na pré-história, e fala o farsi (persa). Os curdos, que representam apenas cinco por cento dos habitantes, vivem nas montanhas ocidentais, conservam seu próprio idioma e têm resistido durante séculos a todas as tentativas de assimilação. Nas montanhas ocidentais também se encontram os luris e os bakhtaris, que falam o luri, dialeto persa, e em conjunto formam dez por cento da população do Irã. Talvez a proporção étnica dos turcos seja pequena, mas uma quarta parte da população fala o turco, em conseqüência da prolongada dominação otomana no norte da Pérsia. Os armênios, concentrados em Teerã, Isfahan e Azerbaijão – província do Irã que tem o mesmo nome do país vizinho – conservaram a identidade linguística indo-européia. Os semitas (árabes, sírios e judeus) constituem uma pequena minoria.

A população do Irã é extremamente jovem. A densidade demográfica, muito baixa em média, é alta no Azerbaijão, na região do Cáspio, na capital, nos vales férteis das montanhas e nos oásis. Muitas zonas do país são totalmente desabitadas. As cidades mais importantes, além da capital, Teerã, são Isfahan, Mashad, Shiraz e Ahvaz. Uma porcentagem relativamente importante da população é nômade.

O Irã é uma república islâmica regida por um presidente, um conselho de ministros, uma câmara legislativa (Majlis) e um poder judiciário. Todos os poderes estão sujeitos à autoridade do líder religioso islâmico. Os 270 membros do Majlis são eleitos, em votação secreta, para um período de quatro anos.

Um “conselho de guardiães” de 12 membros determina a constitucionalidade das leis aprovadas pelo Majlis e sua adequação aos princípios islâmicos. O presidente é eleito para um período de quatro anos e designa os ministros, que devem ser aprovados em assembléia. O país se divide em 28 províncias (ostans). Desempenham um papel fundamental os guardiães da revolução, principal corpo militar do país.

A educação obrigatória foi estabelecida em 1943. Todas as escolas e universidades obedecem ao sistema religioso islâmico, com exceção de pequeno número de estabelecimentos de ensino particulares mantidos por grupos minoritários.

A maioria dos iranianos professa o islamismo, religião oficial do estado, e pertence sobretudo à seita xiita. Os curdos, turcos e parte dos árabes pertencem ao ramo sunita. As principais religiões minoritárias são o zoroastrismo, o judaísmo e o cristianismo. Dentre os cristãos, o grupo principal é de armênios ortodoxos. A tolerância religiosa, uma das características da monarquia, foi substituída pelo fanatismo sectário depois da revolução islâmica de 1979.

A vida cultural do Irã moderno é dominada pelos fundamentos do islamismo xiita. O martírio de Hussain ibn Ali no ano 680 em Karbala, no Iraque, tornou-se ponto de partida para a criação da consciência nacional. A comemoração do “martírio de Karbala” impregnou profundamente todas as manifestações culturais persas. O tema é encontrado com frequência em tapetes, na literatura e na poesia.

Tanto a pintura como a escultura e a música têm sofrido sérios obstáculos para seu desenvolvimento, em consequência da interpretação restritiva, pelos xiitas, dos preceitos do Alcorão.

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