Existe vida depois do design?

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Para aqueles que vivem em ambientes de agência, essa pergunta não é algo incomum, na realidade é algo bem presente na vida daqueles que escolheram esse caminho visual. Mas nem sempre as coisas saem como planejado e o mercado não é como o paraíso mostrado faculdade. Então vem a dúvida: existe mesmo vida além do design? Vou sobreviver para contar para meus filhos o que eu fazia para viver?

A verdade é que a rotina do criativo hoje em dia lhe dá pouquíssimo tempo para experimentação, pouco tempo para planejar e pouco tempo para executar, dado esse fato, o resultado final nem sempre agrada o cara que fez, mas ficou satisfatório para o cliente. E sem experimentação e pesquisa, sobra pra nós a ingrata sensação de “executores”, aquele que põe a mão na massa, fico pensando se o título “criativo” ainda poderia ser usado como referência ao designer ou se isso está ficando no passado.

De fato, estamos passando por um momento de transição no mercado, a internet interferiu de uma forma tão definitiva em nossas vidas, que é praticamente impossível saber o que vai acontecer daqui a um ano. Com o boom da mídia social, o clima de urgente tomou conta das agências que procuram sugar o máximo desse gancho, visto que inegavelmente traz resultados e aproximou as empresas dos seus consumidores. Mas onde entra o criativo nisso? Esses dias nosso colega Sushi postou a foto de um livro cujo título era Social Media – Todo mundo é designer, isso mexeu um pouco comigo e me fez pensar o que isso significa à longo prazo para a profissão. Cheguei à conclusão de que estamos sendo segmentados, nossa parte criativa está seguindo nichos diferentes do mercado, depois de algum tempo de profissão, alguns decidem por partir pra conta própria freelando ou abrindo sua própria agencia, coisas que respectivamente necessitam de talento e visão mercadológica, respectivamente.
Outro caminho seria utilizar seus conhecimentos no planejamento e não na execução em si, este caminho já está sendo seguido por alguns, que pela experiência na área, conseguem usar sua energia criativa para prever mudanças de comportamento e moldar os produtos ou serviços à elas.
Por fim, o executor, se for bom no que faz, será valorizado pela qualidade de seu trabalho, irá se manter atualizado e com isso vai refinar sua execução, caso contrário, será substituído por alguém mais novo, ganhando menos e dando sangue e vida social pelo trabalho.

Esta pode parecer uma visão apocalíptica do design em si, mas na verdade é um chamado à discussão: o que vou fazer da vida? Em que o mercado está mudando minha profissão? Vou ficar aqui parado ou vou me interar dessas mudanças e evoluir? Existe vida depois do design? Existe outro caminho ou vamos sobreviver?
A discussão está aberta, agora é com vocês.

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